Terça-feira, 1 de Julho de 2008
Tudo na mesma
O resultado foi ruim para o Atlético. Mas ao contrário do que previu um comentarista, até agora o técnico está firme. O que é bom para os Coxas, porque o técnico não vale nada mesmo, e o time também não tem bons jogadores, então vai ficar se arrastando o campeonato inteiro (conforme previ desde o início).
A balança continua pesando para o Coxa este ano, e será ainda mais desequilibrada quando o time vencer na sua casa no returno.
O Coritiba jogou bem, contra um adversário sempre difícil de ser derrotado em casa - ainda mais em clássico. À medida que os titulares vão voltando do departamento médico o time vai se encontrando. Leandro Donizeti jogou bem. O trio de zaga foi quase perfeito - exceto pela reclamação acintosa e infundada após cometer o pênalti, fato que levou à expulsou de Maurício no final. Michael continua devendo, sem jogar nada desde sua estréia contra o Palmeiras. Marlos entrou em seu lugar na metade do segundo tempo e logo fez jogada habilidosa para receber falta violenta e provocar a expulsão do jogador do Atlético.
A vantagem numérica não foi aproveitada pelo Coritiba, pois logo depois o Atlético fez seu gol. Com um jogador expulso também, o Coritiba tratou de empatar. Gol de Marcos Tamandaré, que entrou no segundo tempo, marcando sua volta depois de meses no departamento médico. Ele veio para marcar a ala esquerda do ataque atleticano que estava fazendo a festa nas costas de Alex Silva, que vai bem ao ataque mas é fraco na marcação.
Do lado do Coritiba o melhor em campo foi Carlinhos Paraíba (como sempre). Edson Bastos também se destacou com importantes defesas. Mas não tanto quanto Galato, o melhor em campo do lado do Atlético, responsável por evitar a tragédia maior para sua fanática torcida.
Parece que logo Keirrison estará de volta. Está fazendo falta no time. O atacante argentino Ariel Nahuelpan já se apresentou ao Alto da Glória mas só poderá jogar a partir de agosto. Estréia muito aguardada - esperança de gols.
Agora quem vai embora é o xerife da zaga: Jéci. Mais uma cria das categorais de base que o Coxa não consegfue segurar. Ano passado foram o Douglão para o Internacional-RS e o Henrique para o Pelmeiras. Aliás, pergunta que não quer calar: porque a diretoria não vendeu o jogador direto para um clube Europeu? Agora o Palmeiras acaba de vendê-lo ao Barcelona por R$ 25 milhões, mas não consigo saber quanto o clube paulista pagou pelo jogador ao Coritiba.
Desse jeito estamos montando o ataque mas acabaremos sem defesa!
E há quem diga, após episódios recentes pouco esclarecidos, que no gramado do Alto da Glória só tem pelada.
Maldade.
Mas é verdade que, desde de 2003, o time não está jogando lá essas coisas. Vamos ver se esse ano melhora...
Domingo, 29 de Junho de 2008
Hoje faz 50 anos
Era um tempo em que se jogava futebol nas Copas do Mundo. Coisa que há tempos não se vê, ou pelo menos tem ficado coisa mais rara nas últimas copas. Aliás, ali está o problema que temos com nossa seleção atual. A base de comparação é muito alta. Se têm uma coisa em que nós brasileiros não aceitamos mediocridade é com nosso selecionado de futebol.
Seremos um país mais decente o dia em que nos tornarmos exigentes assim com nossa política e com nosso sistema educacional. Aliás duas coisas intimamente ligadas à atual indigência do nosso futebol.
Outra versão do mesmo vídeo, mas sem a narração em francês, está indicada aqui no Além do jogo. No mesmo blog um link para o jogo completo.
No Futebol Política e Cachaça, outras postagens. Uma com fotos, fac-símile do ingresso e narração do rádio na época. Outra com o mesmo vídeo, mas outras interessantes explicações.
300º Ateltiba
Jornalistas do Rio ou São Paulo, que comandam a péssima mídia esportiva nacional, não fazem idéia do que seja um atletiba. Talvez mineiros e gaúchos tenham algo parecido, com a rivalidade entre times irmãos da capital. Mas não os dois estados mais ricos do país, acostumados a ver o equilíbrio entre quatro grandes, o que acaba diluindo as rivalidades.
Atletiba é jogo de vida ou morte, e assim será hoje. Não falo de morte real, em brigas de trogloditas que acham que são torcedores. Falo de uma morte metafórica, daquele tipo que só um torcedor de verdade é capaz de saber o que é. A perda do clássico pode causar dores de cabeça congênitas em milhões de futbolófilos por meses. Deve inclusive prejudicar a economia do país, o que algum dia será demonstrado por algum economista interessado em filigranas. No dia de hoje , inclusive, dizem por aí que uma derrota em casa significará a demissão do técnico atleticano. Coitado do cara - como vai fazer jogar melhor o time com um elenco desses? Mas isso é outra história.
Quero dizer hoje é sobre um elemento indispensável que andou em falta nos dois últimos brasileirões. Aliás, os brasileirões de 2005, 2006 e 2007 andaram capengas. O primeiro sem Grenal, o segundo sem Atlético e Cruzeiro, e os dois últimos sem Atletiba. Pode-se dizer então, que este de 2008 será o primeiro brasileirão pleno, com o sabor das grandes rivalidades. Com milhões de torcedores curtindo a delícia de tripudiar sobre o único adversário que realmente conta. E com outros milhões sofrendo a dor de perder para o único time para o qual não poderiam perder nunca em nenhuma circunstância.
Títulos, classificação, futebol-arte. Tudo se perde e se esfumaça diante da mágica de um clássico. Onde nem sempre vence o melhor. Mas onde vencer ou perder significa simplesmente tudo...
Sábado, 28 de Junho de 2008
Faria 100 anos
Belo post, com direito a uma homenagem em vídeo. Um vídeo feito de imagens do sertão que Rosa conheceu como médico e traduziu como ninguém para o mundo dos livros. Sonorizado como deveria ser, pelo Quarteto Estúrdio (que acabo de descobrir, e nem sei se ainda existe).
Rui Barbosa
Vejam só o discurso que o cara fez a propósito de uma recepção presidencial onde a primeira-dama tocou samba ao violão. Está no melômano.
Turistas
Vejam a vergonha que estamos fazendo em Buenos Aires:
"É fato: o micro-centro está tomado por hordas de turistas da República Morumbi-Leblon-Mangabeiras. Eles vêm a Buenos Aires e passam cinco dias dentro de um shopping center, de preferência a intragável Galeria Pacífico. Saem de lá só para gritar uns aos outros: Benhêê, olha lá o Obelisco. O horror."
Dito pelo nosso informante na na Argentina, o Idelber Avelar.
Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
Diminuiu a desigualdade?
A notícia foi festejada no blog do Pedro Doria. O jornalista celebrou a informação como uma boa notícia, e creditou parte do sucesso ao governo FHC e ao Comunidade Solidária de Ruth Cardoso. Estas políticas sociais teriam sido continuadas no governo Lula, levando a esta notícia auspiciosa.
O Hermenauta também festejou, ecoando uma postagem do Na prática a teoria é outra.
Uma opinião completamente diferente está no blog do Luis Nassif. Economista que sabe ler nas estrelinhas das tabelas lançadas ao léu pelos que ele chama de "cabeças de planilha", Nassif destaca que a pesquisa é um sofisma. Porque analisa apenas a diferença entre as rendas oriundas de salário. Isso significa que os salários mais baixos tiveram aumentos maiores que os salários mais altos.
Seria então mais correto dar a notícia assim: "diminuiu a desigualdade entre assalariados". Porque a desigualdade no país não diminuiu nada, visto que a própria pesquisa informa que:
Apesar da queda no Gini dentro dos rendimentos dos ocupados, a participação da renda do trabalho no PIB está relativamente estável. O estudo revela que "ainda patinamos sobre esse problema: a necessidade de uma melhor distribuição de renda entre trabalho, capital e governo".
É isso aí. Ou alguém acha que entre "os mais ricos" está alguém que ganha salário? Entre "os mais ricos" estão os que vivem de rendas de capital, tanto no mercado financeiro quanto na economia produtiva. A parcela destes na renda nacional continua a mesma.
O que aconteceu, portanto, foi que cresceram as rendas do capital e dos menores salários. A classe média ficou chupando o dedo.
Terça-feira, 24 de Junho de 2008
Necrológio
Parece que este era um casal que repetia no governo do país a tradicional "divisão ética do trabalho" na sociedade patriarcal brasileira: a mãe se encarrega de ensinar os valores morais ao filho(a), enquanto o pai demonstra o quanto eles são relativos e descartáveis em questões de trabalho ou dinheiro.
Assim, Ruth Cardoso recusou-se a ser uma primeira-dama tradicional, e criou um projeto interessante, o Comunidade Solidária, que deve ter sido o único projeto social do governo FHC. Aliás, não tinha nem a solidariedade nem as verbas da Presidência da República.
É provável que ela tenha sido a única influência benévola recebida pelo presidente em 8 anos de mandato. Se é que ele tinha costume de ouvir conselhos da esposa (os machões brasileiros não gostam muito de fazê-lo, num país em política ainda é "assunto pra macho").
Soube da notícia via Pedro Doria.
Volta das férias
"Os casos do dossiê e da Varig não batem em Dilma porque em ambos os episódios o buraco é mais em cima. Mas quem é que se arrisca a bater mais em cima?"
"Cabral e Lula são momentaneamente beneficiados por uma situação política peculiar. A presença do Exército no Morro da Providência relaciona-se com um projeto do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), candidato a prefeito da capital fluminense. O episódio das três mortes caiu, neste ano eleitoral, como uma luva para os muitos adversários do senador e da igreja dele, a Universal do Reino de Deus (Iurd). Como a igreja tem angariado mais inimigos do que recomendaria a prudência, o tempo fecha para Crivella e ninguém cobra nada do presidente e do governador.
Pensando bem, talvez num aspecto as Forças Armadas estejam mesmo despreparadas. Parece faltar aos nossos militares o necessário adestramento para freqüentar os meandros e labirintos de uma política partidária conduzida sem o menor apreço à verdade e ao interesse público."
"Mas, se Marta não tem a obrigação de vencer, para o PSDB trata-se da eleição do tudo ou nada. Por uma razão simples. Se o PSDB não conseguir derrotar o bloco de esquerda na cidade de São Paulo, vai ganhar onde? Certamente não nos lugares onde Lula é mais forte, como no Nordeste. Em outras palavras, se a aliança de esquerda bater a coligação PSDB—Democratas na capital paulista, estará sacramentado que Luiz Inácio Lula da Silva parte para 2010 com a faca e o queijo nas mãos para fazer o sucessor."
Está tudo lá. Vale a pena ler no contexto original das últimas 3 postagens do Blog do Alon...
Segunda-feira, 23 de Junho de 2008
Blogar
Já perdi de longe a data para postar isso, que foi 31 de março, quando o primeiro blog brasileiro completou 10 anos de atividade. O pioneiro usa o nick de nemonox, e está hoje no por um punhado de pixels. Como não ligo para datas, posto isso com atraso mesmo, que o tema continua interessante...
É realmente interessante perceber que um novo mundo de informação está surgindo da iniciativa particular de pessoas dispostas a compartilhar informação num trabalho que fica disponível de forma gratuita. Até pouco tempo atrás, para ficarmos minimante informados precisávamos acompanhar a programação da televisão gratuita ou paga, ou comprar jornais e revistas. No caso da TV, você tem que se adaptar aos horários da grade de programação, a pobreza de conteúdo é gritante (um pouco menos talvez na TV paga e nas TV's educativas) e tudo passa pela pauta dos diretores de jornalismo - os ditadores da informação. Os mesmos ditadores mandam na imprensa escrita, com a diferença de que você tem que pagar para ler - e ainda tem que engolir um percentual considerável de páginas de propaganda!
Que tal um mundo de informação gratuita, onde jornalistas tarimbados escrevem o que querem, quanto querem, na hora que querem? E você lê de graça, se quiser, onde quiser e na hora que quiser, e ainda pode opinar e portestar à vontade? Exemplos: Luis Nassif, Pedro Doria, Alon Feuerwerker, Juca Kfouri - para ficar apenas nos que eu considero interessantes.
E que tal acrescentar a isso um time de intelectuais com presença marcante na academia e que decidem compartilhar conhecimento de forma amigável com o grande público como o Idelber Avelar ou o Luis Felipe Alencastro?
Ou um ilustrador e tradutor com grandes idéias e uma visão um tanto inusitada da teologia disposto a compartilhar idéias que articulam arte, cultura e divindade? (Paulo Brabo) Ou uma professora de teologia, também psicóloga, e doutora pelo mais conceituado curso de teologia no Brasil que decide compartilhar seu conhecimento de forma aberta? (Mary Esperandio)
Some a tudo isso a possibilidade de qualquer pessoa dar sua opinião - às vezes com contribuições originais e relevantes, e tudo isso estar disponível de graça para quem quiser procurar e você terá um retrato do que é a blogosfera. Nos próximos anos, que não estiver ligado nela, não aprender a transitar por ela, será como um analfabeto funcional.
Sabendo disso, a Agência Brasil, portal de notícias do governo federal, também engrossou a campanha pela participação cidadã, incentivando cada um a contribuir com seu ponto vista. Todos podem ter algo a dizer. E hoje todos tem onde dizê-lo. Por isso está disponível lá uma série de cadernos de Cidadania Digital, onde está incluso um texto com dicas muitos úteis a quem quer entrar nesta vida de blogar.
Este post foi inspirado em outro, que descobri sem querer, no Blog do Cabeça.
Para jogar com os filhos
Hoje joguei com a Mariana, de 4 anos e meio, este de montar balões e este de apertar números para marcar gols batendo pênalti.
25 de gravuras no Solar do Barão
SINTOMAS: OS ATELIÊS DE GRAVURA EM 25 ANOS (E UM POUCO MAIS)
curadoria: Artur Freitas
Exposição Sintomas: abertura dia 25 de junho, 19:00h, Museu da Gravura, Solar do Barão. Aberta de 25 de junho a 31 de agosto.
Projeto Urbe: intervenções de 5 artistas no mobiliário urbano (back-light) nas ruas da cidade de Curitiba.
Projeto 25: exposição de múltiplos de 33 artistas no Museu da Gravura, Solar do Barão.
Feira da Gravura: dias 28 de junho e 09 de agosto, das 10 às 20h, nos ateliês de gravura, Solar do Barão.
Seminário com Ivo Mesquita, curador da XXVIII Bienal de São Paulo: dias 09 e 10 de agosto, das 15 às 18h, Sala Scabi, Solar do Barão.
Centro Cultural Solar do Barão. Rua Presidente Carlos Cavalcanti, nº 533, Centro, Curitiba / PR. Tel: (41) 3322-1525 e 3321-3367.
Domingo, 22 de Junho de 2008
Cuba vista por dentro
Por sua atividade ela já ganhou o prêmio Ortega y Gasset de jornalismo digital, e foi incluída entre as 100 pessoas mais importantes do ano pela Revista Time. Como ela mesma conta no blog, foi impedida de sair do país para receber o prêmio na Espanha. Obviamente, o destaque que ela recebe na mídia ocidental é pelo fato de que seu blog pode ser visto como um espaço crítico ao regime cubano.
Aqui está uma entrevista com a autora, que descobri por indicação do Pedro Doria. Aliás, outro jornalista que coloca a liberdade de imprensa como valor máximo que possa existir, e não encontra nenhuma diferença entre tipos de ditaduras.
Gosto do blog da Yoani, exatamente por que ele não é uma crítica barata ao regime cubano, como as muitas que existem por aí. A própria existência do seu blog mostra que o regime cubano não é tão fechado como se apregoa. A entrevista é também um depoimento interessantíssimo, onde através de sua história pessoal Yoani revela um país multi-facetado, cheio de problemas e de qualidades maravilhosas. Qualidades cubanas que podem servir de lição a pseudo-democracias do ocidente. E defeitos graves que devem ser sempre lebrados aos comunistas de carteirinha e cubanófilos incondicionais.
Foi pouco
Por outro lado, o Fluminense veio para perder - com time reserva e sem o técnico. Todos descansando para o primeiro jogo da final da Libertadores na próxima quarta-feira. Sem falar que a última vez que o Fluminense derrotou o Coritiba no estádio Couto Pereira foi em 1988. O Coritiba deveria ter sido armado de forma mais ofensiva.
O técnico Dorival Júnior repetiu o esquema 3-6-1 com o qual venceu bem o Palmeiras na primeira rodada do campeonato. Contou com a volta de Leandro Donizete, volante que estava no departamento médico há mais de mês. E também com Rodrigo Mancha e Jeci, volante e zagueiro que haviam atuado pela última vez no jogo contra o Palmeiras. Coincidência ou não, nas 5 rodadas em que ambos não estiveram no time o Coritiba não obteve nenhuma vitória. Mancha esteve afastado devido a um acidente automobilístico e Jeci por contusão.
O Coritiba tem sofrido com as contusões, é verdade. De forma que o time titular não jogou e nem vai jogar nenhum jogo inteiro deste campeonato. Por quê? O lateral direito Dick fez cirurgia no joelho no início do ano e poderá voltar só em novembro. Keirrison, o artilheiro do time na temporada anterior e na atual, ainda está se recuperando de contusão na sofrida na primeira rodada. Pedro Ken, meia que jogou nas 6 rodadas do brasileirão improvisado pela lateral direita, sofreu cirurgia no joelho e só voltará a jogar no ano que vem.
O time tem falta de jogadores ofensivos. hugo fica sempre sozinho no ataque. A meu ver daria certo se jogasse ele como atacante fixo e Keirrison vindo de trás. Carlinhos Paraíba é o único meia de criação. Dribla, passa, é objetivo, chuta a gol e cobra faltas muito bem. O ideal seria que ele jogasse com Pedro Ken a seu lado, o que não foi feito nenhuma vez no brasileirão, nem será feito mais. Michael e Marlos são talentosos mas só servem para jogo de pelada - ambos não jogam com a seriedade e a objetividade necessárias a um campeonato brasileiro.
A zaga é boa, e os laterais também. A dupla de volantes que jogou hoje não tem como ser melhor. Mas para criação e marcação de gols o time ainda precisa de reforços. Até porque no campeonato por pontos corridos, é preciso ter substitutos à altura para as muitas contusões que acontecem num campeonato tão longo.
E precisamos de um técnico que jogue com time para frente, 4-4-2, principalmente em casa. Só que o Ricardinho não pode jogar na lateral sem ter 3 zagueiros, pois ele simplesmente não marca - só ataca. Também não temos o segundo e o terceiro meia para jogar ao lado de Carlinhos Paraíba. Então fica nessa. O time joga em casa, contra o lanterna do campeonato, que veio para perder, e mesmo assim entra com 3 zagueiros, 2 volantes e apenas 1 atacante. Não dá. Desse jeito será mais uma temporada de sofrimento para a torcida.
Vejam os melhores momentos do jogo (aliás, Carlinhos Paraíba está em todas):
P.S. O Idelber e o Milton Ribeiro escreveram mais ou menos o mesmo que eu: há um cunho de patriotismo em torcer contra isso aí que estão chamando de Seleção Brasileira. Se ela ficar fora da copa, quem sabe voltemos a ter uma de verdade...
Quarta-feira, 18 de Junho de 2008
Recorde Mundial
Isso foi possível graças a uma grande campanha. Eu ainda não baixei. Sou avesso a ter a última versão do que quer que seja.
Faz poucas semanas que instalei o Firefox em meu computador, e descobri o quanto ele torna mais ágil e mais segura a navegação.
Firefox é software livre, de código aberto, desenvolvido pela Mozilla.
Este blog defende o software livre e filosofia de compartilhar conhecimento ao invés de protegê-lo por leis esdrúxulas de Copyright e vendê-lo a preços exorbitantes...
A notícia foi lida aqui.
Igreja Luterana em Brusque
Terça-feira, 17 de Junho de 2008
Sou de esquerda?
Não me disponho a aceitar ditaduras do proletariado e outros arremedos pré-socialistas. E considero que revoluções violentas costumam trazer mais retrocessos que avanços.
Prefiro a situação político-econômica de Cuba à do Haiti. A da China à da Índia. (Faço aqui comparações entre países socialistas e capitalistas que partiram de condições parecidas).
Mas se tivesse que escolher um país modelo ficaria entre alguma das social-democracias nórdicas - apesar de elas serem resultados de condições muito específicas não aplicáveis ao Brasil.
Entre Stalin e Trotski sempre preferi o segundo. Entre Lenin e Rosa Luxemburgo ou Gramsci estou com os perdedores do momento - que depois se mostraram mais sábios.
Já votei no PT (muito), no PDT, no PPS e até no PSTU. Em certo PMDB (Roberto Requião). Mas nunca no PFL, nem no PP, nem no PTB, nem no PSDB (no meu estado é um partido que não presta, mas em certas condições até votaria).
Agora, dependendo das perguntas que sejam feitas, posso ser considerado alguém que "está na esquerda moderada liberal". É o resultado que obtive no politicômetro da Veja. Dica do Pedro Doria.
Cadê a Seleção Brasileira?
Porque o brasileiro se importa tão pouco com a sua seleção? Pode-se dizer que o resultado ruim foi fruto de momento, logo após o Brasil perder pela primeira vez para a Venezuela, semana passada. Mas isso não explica tudo.
A primeira seleção que vi jogar (pela televisão em jogos transmitidos ao vivo) foi também a última que o Brasil teve - a que disputou a Copa do Mundo de 1982. A derrota para a Itália na 2ª fase (um triangular que funcionou como quartas-de-final e que teve a Argentina no mesmo grupo) foi mero detalhe, de uma seleção que encantou tanto quanto a de 1970.
Valdir Perez. Leandro, Mozer, Edinho e Júnior. Cerezo, Falcão, Zico e Sócrates. Éder e Serginho Chulapa. Posso estar errando alguma coisa nessa escalação, pois às vezes jogava mais um atacante - o ponta-direita Paulo Isidoro, que substituía algum desses no meio-campo. Aliás, que meio-campo! Deve ter sido o melhor que já pisou um gramado!
Depois disso, só decadência. Uma seleção em transição de gerações em 1986, com um Zico e um Sócrates já passados do auge e sem preparo físico para jogar tão competitivamente. A derrota para a França de Platini e Tigana nas quartas-de-final teve direito a pênalti perdido por Zico e gol desperdiçado por Sócrates de dentro da pequena área (chutou por cima do travessão) por absoluto cansaço num jogo que já estava na prorrogação e foi decidido nos pênaltis.
A seleção de 1990 foi a primeira pós Telê Santana (que ainda daria mostras de ser o melhor técnico do Brasil com o bi-campeonato mundial pelo São Paulo em 1993-94). Treinada (?) por Sebastião Lazaroni marcou o início de uma nova era no futebol brasileiro. A partir de então os jogadores da seleção seriam sempre atuantes em clubes europeus. Nunca mais a seleção teria técnico de verdade (exceto o Filipão em 2002 - mas isso foi por acidente). Nunca mais alguém jogaria por amor à camisa.
Nunca mais veríamos na seleção os mesmo craques que jogavam em nossos gramados - também, eles são vendidos cada vez mais cedo para os clubes das federações que sabe fazer do futebol um negócio lucrativo. Digo lucrativo para os clubes e jogadores, e não apenas para dirigentes corruptos.
A inexistência da seleção a partir de 1990 é um fato cada vez mais evidente. Muita gente no país continuou torcendo por inércia. Por se lembrar ainda do tempo em que a pátria vestia chuteiras. Eu, mesmo recém saindo da adolescência, em 1994 já me recusava a comemorar um título como aquele. Foi a pior seleção que já levamos para uma copa e, se ganhamos foi só porque os outros países conseguiram levar times piores. E olhe que a final do campeonato foi exatamente isso: um disputa para ver quem era pior, que terminou em zero a zero e foi decidida nos pênaltis (acho que foi a primeira vez que isso aconteceu numa final de copa do mundo).
O time de 1998 era escalado pelo patrocinador, o que levou aos problemas conhecidos, que já foram até alvo de CPI.
O de 2002 só existiu porque a seleção esteve tão ruim nas eliminatórias que precisaram chamar o Filipão com plenos poderes para tentar salvar de uma tragédia anunciada - o Brasil corria risco de ficar de fora da primeira Copa.
Após a saída de Filipão a escolha de Dunga é uma das coisas que só a CBF pode fazer. A seleção brasileira é o primeiro time dirigido pelo técnico estreante. Podia dar certo? É claro que não.
A superioridade dos jogadores brasileiros é tão grande que às vezes pode ganhar alguma coisa apesar de tantas trapalhadas.
Agora, cada vez mais vai se confirmando. Torcer pela seleção não é mais torcer pelo Brasil. A CBF, que administra o futebol no país é cada vez mais um órgão anacrônico. Junto com o judiciário incompetente e com a polícia violenta, são os últimos resquícios do Regime Militar que faltam ser superados pelo Brasil. E torcer por esta seleção da CBF vai sendo cada vez menos interessante para os brasileiros.
Se conti
