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sábado, 5 de setembro de 2009

Notícias

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Pensaram que eu tinha sumido?

Não.

Só estava arranjando as coisas com o pessoal do portal O Pesador Selvagem. Agora é definitivo: já tenho um blog lá, doravante ficarão aqui apenas arquivos (e quiçá eu volte para adicionar uns lembretes).

Meu blog agora chama-se Um drible nas certezas.

Se você me lia aqui, está convidado a continuar lá. E redirecionar links e feeds. É o que espero que façam o Tuco, o André Tavares, o Alisson Amorim, a Ítala, o Eduardo Ars, a Sônia, a Leonor Cordeiro, a Vanessa, o Jorge Alberto, o Hermenauta, o Catatau, o Ricardo, o Rodrigo Cardia, o Diego Viana, o Googala.

Enfim, tanta gente boa com quem eu deveria ter interagido melhor, mas não o fiz, fosse por deficiências minhas como blogueiro fosse pelas dificuldades causada pelo Blogger, que não avisa quando se fazem novos comentários, não tem opção de resposta a comentadores, não anota e-mail dos comentadores, não pinga decentemente nenhum serviço de blogs como Technorati ou Blogblogs, etc, etc, etc.

A vocês, prometo mais atenção lá no novo portal, onde, desde já estão convidados a tomar um café.


Além das dificuldades com o serviço do Blogger, passar a escrever n' O Pensador Selvagem é, acima de tudo, uma atitude política, um manifesto epistemológico eu diria até. Tem tudo a ver com o que eu penso a respeito de sustentabilidade, diversidade, justiça social, compartilhar conhecimento, plataformas livres, senso comunitário, valorização da cultura brasileira, etc, etc, etc.

Sem mais delongas, corra pra lá.

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Poucas e boas

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Este blog anda às moscas faz um tempo.

Primeiro, uma viagem de férias, com passagens por Belo Horizonte e Governador Valadares. 15 dias longe de computador. Muita coisa para contar dessas viagens, mas sem tempo para escrever coisa que preste.

Depois, a chegada a Curitiba. Dias de chuva ininterrupta, crianças com as aulas suspensas por causa da gripe. Jogos em família e filmes. Depois o sol reaparece. Passeios no parque e uma curta viagem a Castro e Carambeí. Mais um monte de coisas para escrever e muitas fotos legais.

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Domingo o Coritiba entornou o caldo. Surrado pelo Cruzeiro no Couto Pereira, resolveu dar um chacoalhão. Renê Simões foi pra rua e Homero Halila entregou o cargo de diretor de futebol.

Ney Franco já foi confirmado como novo técnico. Me parece um bom nome, certamente melhor que o Ivo Wortmann ou o Renê Simões. Só que já é muito tarde na temporada. Este ano vamos ter que suar para continuar na 1ª divisão, e qualquer planejamento mais sério tem que ser pensado para 2010. Espero que o Ney Franco continue até lá, que um time de verdade não se monta em um mês. Elenco o Coritiba tem, falta organizar esse amontoado, especialmente o inexistente sistema de defesa.

Já as mudanças na diretoria não são tão animadoras. O site Coxanautas fala em "reedição do trio campeão em 2007" com a volta de João Carlos Vialle, Maurício Cardoso e Odivonsir Frega à direção do futebol Coxa. Campeão de quê, cara pálida? Nem o estadual ganhamos em 2007. Segunda divisão não é título, é torneio de acesso.

É muito ridículo que, no ano do centenário, pessoas que dizem amar o clube venham com uma patetada de chamar de campeão quem mal-e-mal conseguiu trazer o time de volta ao brasileirão. Para refrescar a memória, ganhamos a segundona no apagar das luzes, e o torneio chegou a ser comemorado pelo Ipatinga. O Coritiba tinha que ter ficado no mínimo uns dez pontos na frente deste timeco para poder comemorar alguma coisa.

Sinto informar, mas a diretoria está longe de estar à altura do glorioso. Muito me lastima.

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Cometi uma imprecisão aí em cima.

Disse que falta tempo para escrever as coisas interessantes que tenho em mente.

Não é bem isso.

É que já estou com este blogger pelas tabelas. Estou mexendo os pauzinhos para montar um blog em plataforma wordpress. Talvez seja no OPS. Este blog já cumpriu sua missão. Já aprendi tudo que podia por aqui, agora penso em um lugar melhor para gerenciar comentários, feeds e interagir com buscadores e indexadores.

Na verdade, não vou montar um blog não. Vários. Um blog pessoal de opinião. Outros mais técnicos sobre assuntos específicos, mas estes têm que ser coletivos mesmo que eu comece sozinho. E um portal que estou engendrando. Mas tudo coisa pra depois que eu terminar uma tese de doutorado com a qual ando às voltas. Menos o blog pessoal de opinião, coisa que dá um pouco menos de trabalho.

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Não sei se este será meu último post.

Mas certamente já vale mais a pena você me seguir no twitter do que aqui.

Também ando tentando contribuir mais lá na wikipedia.

E interagindo com um mundo no facebook. Se quiser, me adiciona por lá.

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Fica combinado então.

Tenho muita coisa a dizer, mas não mais aqui.

Então volto daqui uns dias para anunciar a nova casa. (Ou antes se me der comichão de escrever sobre alguma coisa urgente).

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Renê Simões está a perigo?

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Foi o que disseram ontem os comentaristas do jogo na TV.

Não é pra menos. Quase o fim do primeiro turno e já está de novo o Coritiba na turma dos que vão cair.

Eu já disse aqui que o Renê Simões estava fazendo o time jogar melhor. E estou a ponto de me arrepender.

Ano passado o Coritiba goleou o Santos aqui, com 4 gols de Keirrison. Ontem jogou miseravelmente mal para perder de um a zero. Tá certo que o jogo não foi no Couto Pereira. Graças à fineza de uns torcedores que jogaram bombas no último atletiba, o Coritiba perdeu um mando de jogo e foi receber o Santos em Cascavel. A torcida "visitante" era maior que a da casa.

Tá certo que as camisas confundiram, ambas brancas, com detalhes difíceis de discernir. Mas pelo menos na teoria esta dificuldade seria igual para os dois times. Mas só o Santos jogou no primeiro tempo.

Em relação ao time do ano passado, o Coritiba sente a falta de Kerrison (num jogo como aquele ele foi decisivo) e, principalmente, de Rodrigo Mancha. O xerife da defesa. Quando ele jogava o Coritiba não perdia. Agora está no Santos.

Mas, fora isso, o Coritiba tem agora o Marcelinho Paraíba. Deveria compensar a falta do Keirrison. Só que com mais experiência. Na frente temos um Ariel muito melhor. Agora contundido, mas substituído à altura por um Bruno Batata. Um Tiago Gentil que estreou bem ontem.

Sob qualquer aspecto que se avalie, o elenco é bem melhor que aquele ficou 2008 inteiro próximo à zona de classificação para a Libertadores, para terminar o campeonato em 9° lugar.

Por que este ano não joga nada? Já são 6 jogos sem vencer. Fora de casa um empate (Atlético PR) e duas derrotas (Vitória e Atlético MG). Em casa dois empates (Sport e Botafogo) e uma derrota (ontem contra o Santos). Some-se com as 5 primeiras rodadas sem vitória, e temos a tragédia anunciada. (Dos 16 pontos de agora, 12 foram ganhos entre a 6ª e a 11ª rodadas, 4 nas 11 rodadas restantes.)

Se não ganhar do Cruzeiro na próxima rodada, está atolado até o pescoço.

No ano do centenário!

Renê Simões é culpado? Ontem foi. Dos dez jogadores de linha, 7 eram meio-campistas de ofício. Um zagueiro - Demerson, um lateral direito - Márcio Gabriel, um atacante - Bruno Batata. Todos os demais eram meio-campistas improvisados. Dirceu e Jailton são volantes - estavam como zagueiros. Lenadro Donizete e Pedro Ken, volantes, estavam na posição de ofício. Carlinhos Paraíba é meia - estava de lateral-esquerdo. Marcelinho Paraíba e Leozinho são meias, e estavam na posição de ofício.

Dá pra dizer que isso é um time? Um zagueiro, 4 volantes, um lateral, 3 meias e um atacante? Como chama este esquema? 1 - 5 - 3 - 1? Alguém já viu isso? Aguém sabe dizer se nestas 17 rodadas o Coritiba já jogou duas vezes com a mesma escalação?

SOCORRO!!!

E eu reclamava do Dorival Júnior, que vivia escalando o time com um esquema 2-6-1 (e o "1" do final era o Keirrison, que nem era centro-avante).

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A alfabetização nunca termina

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Entrevista com a profª. Drª. Telma Weisz na revista Nova Escola, n° 190 (março de 2006) - disponível aqui.

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O que é ser alfabetizado?
Vejo a aquisição do sistema de escrita - popularmente conhecida como alfabetização e que chamamos de alfabetização inicial - como parte de um processo. Mesmo os adultos nunca dominam todos os tipos de texto e estão sempre se alfabetizando. Ser alfabetizado é mais do que fazer junções de letras, como B com A, BA.

Qual a diferença entre alfabetização e letramento?
No passado, era considerado alfabetizado quem sabia fazer barulho com a boca diante de palavras escritas. Só então estudava-se Língua Portuguesa e gramática. Para quem acredita no letramento, a criança primeiro aprende o sistema da escrita e só depois faz uso social da língua. Assim como antes, isso dissocia a aquisição do sistema das práticas sociais de leitura e escrita. Para evitar essa divisão, passamos a usar o termo cultura escrita.

Qual a importância do professor como leitor-modelo?
A leitura é uma prática e para ensinar você precisa aprender com quem faz. Porém, este é um nó: como formar leitores se você não lê bem? E como ler bem se você saiu de uma escola que não forma leitores? A solução é de longo prazo e requer programas de educação continuada que tenham um trabalho sistemático nessa área. Nas reuniões do Profa, eram dados três textos ao formador. Ele escolhia um e lia para os professores, que recebiam os três. Ao fim do ano, eles haviam lido 150 textos de vários gêneros.

Como os pais podem colaborar na alfabetização?
Lendo todos os dias para as crianças. Quem passa a primeira infância ouvindo leituras interessantes se apropria da linguagem escrita. Assim, na hora em que lê e escreve de forma autônoma, já sabe o que e como produzir. Isso também possibilita à criança entender os textos que lê.

Por que saem das escolas tantos analfabetos funcionais?
Porque a escola só reconhece como alfabetização a aquisição do sistema. Em vez de investir na competência leitora, concentra-se no ensino de gramática. Por isso há analfabetos funcionais com muitos anos de escolaridade. Formar leitores e gente capaz de escrever é uma tarefa de coordenadores, gestores e professores de todas as séries e disciplinas. Eu diria que leitura e escrita são o conteúdo central da escola e têm a função de incorporar a criança à cultura do grupo em que ela vive. Isso significa dar ao filho do analfabeto oportunidades iguais às do filho do professor universitário.

Como reverter esse quadro?
Lendo, discutindo, trocando idéias, vendo o que cada um entendeu e pesquisando em fontes diversas. É preciso tornar o texto familiar, conhecer suas características e trazer para a sala práticas de leitura do mundo real. Se a função da escola é dar instrumentos para o indivíduo exercer sua cidadania, é preciso ensinar a ler jornal, literatura, textos científicos, de história, geografia, biologia. Consegue ler bem quem teve algum tipo de oportunidade fora da escola. Os que dependem só dela são os analfabetos funcionais. E a escola faz isso porque não compreende claramente a sua função.

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sábado, 1 de agosto de 2009

Considerações sobre o Brasileirão

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Após 15 rodadas, mesmo não tendo encerrado o 1° turno, é possível dizer que o Brasileirão encerrou um ciclo. Os times mais fortes não estão mais disputando outros torneios (Copa do Brasil e Libertadores). Mas começou a janela de transferências para o futebol do hemisfério norte.

O Atlético MG foi o melhor time neste primeiro momento, mas acho que não se segura nem no G-4. Quem sabe o Coritiba não dá um empurrãozinho ladeira abaixo no jogo de amanhã no Mineirão?

Este blog fez suas previsões antes do início do torneio. Para quem não leu, apontei como favoritos o São Paulo, o Inter e o Cruzeiro. Sobre os que corriam por fora tentando uma vaga na Libertadores não cheguei a grandes conclusões, apontando chances para Grêmio, Corinthians e Palmeiras - desacreditando este último por causa do Luxemburgo.

Mudanças inesperadas aconteceram, com repercussão significativa no campeonato. O São Paulo cometeu a sandice de demitir o principal responsável pelo seu tri-campeonato - o treinador Muricy Ramalho. Portanto, após um início titubeante, ainda vai crescer bastante na competição, mas com Ricardo Gomes não é mais candidato sério ao título. Por outro lado, o Palmeiras demitiu Luxemburgo e o período em que o auxiliar ficou como interino demonstrou o quando o treinador era ruim para o clube. Com Luxemburgo o Palmeiras rondava a 4ª colocação, com Jorginho venceu 5, empatou uma e perdeu outra, chegando à liderança. Com Muricy no comando o Palmeiras já é candidato seríssimo ao título.

O Cruzeiro está com duas grandes limitações: foi tão longe na Libertadores que prejudicou-se no Brasileirão. Já perdeu seu principal jogador - Ramires, vendido para o futebol europeu. Terá que remar muito para alcançar o Palmeiras.

O Internacional está na briga pelo título, mas não vem jogando tudo que podia. D'Alessandro e Tyson estão em má fase, não estão nem entre os titulares. E o técnico Tite está muito aquém do elenco, sendo o grande limitador para uma melhor campanha. Sem um técnico de ponta o Internacional está dando mostras que não tem tanto fôlego no campeonato, e vai sentir o crescimento dos rivais.

O Corinthians foi campeão paulista e da Copa do Brasil com folga. Vem jogando muito bem nas últimas rodadas, a ponto de surgir como um candidato muito forte ao título. Mas vai sofrer agora seu inferno astral com a contusão de Ronaldo e a perda de jogadores importantes que foram para a Europa. Quando o time voltar a ter força total, daqui a um mês, provavelmente vai ser tarde demais para ganhar o campeonato.

O Goiás, que não estava nas minhas previsões, pode correr por fora para uma vaga na Libertadores, caso os favoritos decepcionem. O Vitória acho que não tem elenco para se segurar na ponta, e deve perder espaço como aconteceu ano passado. Barueri foi fogo de palha e o Flamengo não tem cacife para se segurar na 7ª posição.

Minhas previsões para o descenso eram: Avaí, Barueri, Náutico, Santo André e Vitória.

Mas Avaí, Barueri e Vitória foram tão bem neste início que quase já estão livres deste perigo. O Náutico está atolado até o pescoço, e o Santo André ainda chega lá.

O Fluminense é outro que se complicou todo. Quando demitiram o Renê Simões eu disse: "Sem ele (ou outro melhor - o que vai ser difícil), o Fluminense pode se preparar para um ano trágico." O Diego Viana até que veio em defesa do clube nos comentários, mas parece que eu tinha razão - O Parreira durou pouco e o Fluminense está atolado.

O Altético PR demitiu Geninho, que tirou coelhos da cartola para salvar o time do rebaixamento em 2008. Quem será capaz de fazer esta mágica agora? O time está complicadíssimo: os jogadores menos piores estão contundidos, o clube está sem técnico, e os que são sondados para o cargo recusam-se a comandar um time nestas condições.

O Sport está na zona de descenso, o que surpreende por causa do bom desempenho do clube na Libertadores (aconteceu o mesmo com o Fluminense no ano passado). Mas acredito que o leão do norte pode se superar. Dos que estão à sua frente na tabela, ainda acredito na possibilidade de superar o Santo André.

O Botafogo tem elenco e técnico, não deve ficar muito tempo em posição tão desconfortável, assim como o Coritiba e o Cruzeiro - todos rondando a zona de rebaixamento. Não posso dizer o mesmo do Santos.

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Sobre o Coritiba nem sei o que dizer. Acho que o time e o técnico são melhores que os do ano passado. Em 2008 ficamos na briga pelo G-4 o ano todo, caímos no final para terminar em 9° (a um ponto do 6°).

O início desta temporada foi deseperador com 1 ponto em 5 jogos. Depois uma certa melhora, com 4 vitórias, 3 empates e 3 derrotas em 10 jogos. De tudo que o Coritiba fez até aqui, foi péssimo ter perdido em casa para Santo André e Goiás e cedido empates para Sport e Botafogo. Os demais resultados foram normais (derrotas fora para Palmeiras, Corinthians, Internacional e Vitória) exceto a derrota para o Barueri.

Boas vitórias em casa sobre o Flamengo, o São Paulo e o Grêmio, além da vitória fora contra o Náutico. E os empates fora contra Atlético PR e Avaí.

O empate contra o Botafogo foi amargo especialmente pelo retrospecto recente. A última vez que o Coxa superou o Fogão no Alto da Glória foi em 2004, por 1x0. Em 2005 eu estava lá para ver uma derrota trágica por 0x3. Em 2006 o Coritiba esteve na segundona e não enfrentou o alvi-negro. Em 2007 o enfrentamento foi pela Copa do Brasil. O Botafogo, então líder do Brasileirão ganhou de 1x0 aqui (apesar de o Coritiba quase ter ganhado a vaga no jogo do RJ, que terminou 3x3, se não me engano). Ano passado eu estava lá de novo, para ver o Botafogo ganhar de 1x0. Com o empate em 2x2, já vão 5 anos sem ganhar do Botafogo em casa, mas pelo menos o Coritiba fez gol no jogo, o que não acontecia desde 2004.

Agora, na atual situação, o Coritiba joga o restante do campeonato só para não cair. E a única coisa boa que pode fazer no ano do seu centenário é ganhar a Copa Sul-Americana. Alguém aí acredita?

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

O recorde mundial de Cesar Cielo

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Depois de ser o primeiro brasileiro a conquistar um ouro olímpico na natação, Cesar Cielo foi também o segundo nadador brasileiro a estabelecer um recorde mundial. Cesar Cielo nadou os 100m livre em 46.91 segundos.

O outro brasileiro a estabelecer um recorde mundial foi Ricardo Prado, para a prova dos 400m Medley no mundial de Guaiaquil (Equador) em 1982. Pradinho nadou a prova em 4:19.78. O recorde durou até 1984. Ricardo Prado nunca obteve medalha de ouro em olimpíadas.

Vejo o vídeo da prova de Cielo:



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domingo, 26 de julho de 2009

Uma resposta (bem-educada) ao Demétrio Magnoli

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Interrompo o silêncio sepulcral que acomete este blog para reproduzir aqui um trecho da resposta do prof. Kabenguele Munanga a Demétrio Magnoli.

Tive aulas de Antropologia Física com um dos melhores biólogos e geneticistas franceses, Jean Hiernaux. Uma das primeiras coisas que ele me ensinou era que a raça não existe biologicamente. Através de suas aulas, li François Jacob, Nobel de Fisiologia (1965) e um dos primeiros franceses a decretar que a raça pura não existe biologicamente; e J.Ruffie, Albert Jacquard e tantos outros geneticistas antirracistas dessa época. Portanto, sei muito bem, e bem antes de Demétrio que o racismo não pode ter mais sustentação científica com base na noção das raças superiores e inferiores, que não existem biologicamente. Sei muito bem que o conteúdo da raça enquanto construção é social e político. Ou seja, a realidade da raça é social e política porque tivemos na história da humanidade povos e milhões de seres humanos que foram mortos e dominados com justificativa nas pretensas diferenças biológicas. Temos em nosso cotidiano, pessoas discriminadas em diversos setores da vida nacional porque apresentam cor da pele diferente. Nosso sistema educativo é eurocêntrico e nossos livros didáticos são repletos de preconceitos por causa das diferenças. Não sou um novato que ingressou ontem na universidade brasileira. No Brasil, fui introduzido ao pensamento racial nacional por grandes mestres, como João Baptista Borges Pereira, que foi meu orientador no doutoramento, Florestan Fernandes, Octavio Ianni, Oracy Nogueira, entre outros. Não sei onde estava Demétrio nessa época e em que ano ele descobriu que a raça não existe. Acho um exagero querer me dar lição de moral sobre coisas que eu conheço muito antes dele.

Quem fez o serviço público de divulgar a resposta, mais uma vez, foi o Idelber Avelar - recomendo fortemente a leitura do texto completo.


Leia também, aqui no blog:

Sobre as cotas raciais

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terça-feira, 7 de julho de 2009

Sobre as férias das crianças

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As férias das crianças são, às vezes, momentos de crise para os pais. Como arranjar atividades para ocupar os pimpolhos no período, principalmente quando os pais não podem tirar férias?

As coordenadoras do colégio dos meus filhos escreveram um texto para os pais, justamente a partir destes dilemas. Reproduzo alguns trechos muito interessantes:

As perguntas que fazemos sobre o como ocupar esse tempo, estão arraigadas a uma culura de produção, que tem como focos a quantidades e a velocidade recorde com que tudo acontece. O tempo onde não se "produz" preocupa, incomoda, pois, como adultos, sofremos o reflexo de uma sociedade consumista na qual "tempo é dinheiro"! Mesmo criticando este contexto, muitas vezes olhamos para nossos filhos e sugerimos que aproveitem o mês de férias para colocar tudo em dia, como fazemos com o nosso tempo livre, nos preparando para outros tempos e não vivendo o tempo que nos é presenteado. Preparar-se? Antecipar? Colocar em dia?

(...) O mundo precisa de pessoas que dêem férias para tudo que funciona com o piloto automático, dando espaço para as manidestações criativas. Pessoas com habilidade de investigação, que busquem a construção de novos significados, onde o investimento do tempo esteja a serviço de um pensamento crítico, criativo e cuidadoso. Crítico no conhecimento, criativo na atuação e cuidadoso com a humanidade.

(...)

À nós, adultos, cabe lembrar que estas habilidades são desenvolvidas, também, por meio da literatura, da música, do teatro, do cinema, de encontros sem cronômetro, de olhares suspensos, de orelhas que não se cansam de escutar, do bolo saboreado, do almoço mais demorado, do computador desligado, da televisão assistida a dois, de um jornal de família apresentado, de um mundo de injustiças também conversado.

Interrogar, opinar, pensar em contrapontos, criar novas possibilidades de relações com as pessoas e com o mundo, coloca em férias permanentes a passividade, a repetição e o desencontro e convoca para ação sujeitos ativos, marcados pelos valores do encontro, da solidariedade, do compromisso ético!

Antoniella Cavassin e Danielle Barriquello

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domingo, 5 de julho de 2009

Novo Brasão para São Paulo

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Temperança

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A temperança é essa moderação pela qual permanecemos senhores dos nossos prazeres, em vez de seus escravos. É o desfrutar livre, e que, por isso, desfruta melhor ainda, pois desfruta também sua própria liberdade. Que prazer é fumar, quando podemos prescindir de fumar! Beber, quando não somos prisioneiros do álcool! Fazer amor, quando não somos prisioneiros do desejo! Prazeres mais puros, porque mais livres. Mais alegres, porque mais bem controlados. Mais serenos, porque menos dependentes. É fácil? Claro que não. É possível? Nem sempre, sei do que estou falando, nem para qualquer um. É nisso que a temperança é uma virtude.

COMTE-SPONVILLE, André. Pequeno tratado das grandes virtudes. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 46.

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