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quarta-feira, 3 de junho de 2009

Joinville e seus projetos culturais - resultados do Simdec 2009

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Outro dia fui a Joinville compor a banca dos projetos apresentados à lei municipal de incentivo à cultura. A lei apresenta duas modalidades de financiamento de projetos: uma em que o proponente busca o patrocínio de empresas, cujos valores são deduzidos dos impostos municipais; outra em que os recursos da prefeitura são diretamente aplicados no projeto.

Estive na banca desta segunda modalidade, que destinou R$ 800 mil, divididos em diversas categorias. Eu participei da banca dos projetos de música popular, que dispunha de R$ 90 mil a serem distribuídos em projetos de até R$ 20 mil.

Os projetos foram avaliados conforme mérito artístico, currículo dos proponentes, coerência orçamentária e de prazos do cronograma, bem como caráter multiplicador e contrapartidas sociais. No total dos projetos pode-se dizer que anda faltando imaginação para o que sejam contrapartidas sociais. O projeto típico é a gravação de um CD, e o proponente inclui um show em escola pública ou asilo imaginando que isso seja suficiente como contrapartida social. Ainda se confunde contrapartida social com esmola, infelizmente.

Sobre o caráter multiplicador, muitos projetos imaginaram uma aplicação do recursos públicos de uma forma que beneficiava muito pouca gente além do próprio proponente. Ainda precisa-se caminhar muito na direção de projetos que gerem emprego e renda de forma sustentável, que sejam formadores de platéia, que transfiram conhecimento de forma ampla, que dinamizem a utilização de espaços públicos, que contribuam para formação profissional e enriquecimento cultural de uma maior grupo de pessoas.

É preciso que se diga que o SIMDEC (orgão da Fundação Cultural de Joinville responsável pela aplicação da lei) investe alto na capacitação de agentes culturais para incrementar a qualidade dos projetos.

No fim, acabaram sendo aprovados os projetos que conseguiram, apesar dos problemas, imaginar o maior alcance público com a melhor qualidade artística possível. Entre eles: uma série de 40 apresentações de música ao vivo em terminais de ônibus da cidade; uma série de concertos didáticos sobre história da música brasileira em escolas municipais; rodas de choro na Estação da Memória.

Ressalto a seriedade e profissionalismo do SIMDEC, nas pessoas de Luciano Pereira e Rita Silva. Tive ainda o grande prazer de conviver na banca com o Leo Garcia e o Rodrigo Paiva.

Veja na página da FCJ o resultado dos projetos aprovados.

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sexta-feira, 1 de maio de 2009

O filme de minha vida

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Estou participando de mais uma iniciativa da Vanessa. Clicar no banner acima te envia para o post dela e a lista dos blogs participantes.

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Escolher o filme da minha vida é tão impossível quanto escolher o livro da minha vida.

Mas desta vez não vou me furtar à tarefa.

Para facilitar um pouco vou pensar junto com o leitor.

Antes de escolher o filme, vou escolher o diretor:

























































Se você não conseguiu ligar as imagens aos nomes das feras, clique nas fotos e vá para verbetes deles na wikipedia. São alguns dos mais importantes cineastas vivos, que escolhi indicar aqui pela quantidade de filmes significativos para mim que cada um fez.

Mas tenho que escolher um.

"Minha mãe mandou eu escolher este..."

Win Wenders.

O diretor de:
Asas do desejo
Paris, Texas
Sob o céu de Lisboa
Buena Vista Social Club

O quê? Você ainda não viu nenhum desses filmes? O que está esperando? Corra a uma locadora decente (não sei se você vai encontrar esses filmes em qualquer esquina).


Mas tenho que escolher um.


Escolho o que é talvez o mais belo filme jamais feito sobre relações familiares. Problemáticas como costumam ser. Um filme poético como precisa ser. Cuidado que você vai chorar...




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quinta-feira, 19 de março de 2009

Cartazes cubanos - um olhar sobre o cinema mundial

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Esses cubanos tiveram a petulância de mostrar que riqueza cultural não tem nada a ver com riqueza econômica.

Filmes soviéticos, iugoslavos, tchecos, poloneses, brasileiros, argentinos, mexicanos, norte-americanos, franceses e até cubanos.

Tudo que seria exibido nos cinemas precisava ser divulgado. Como? Não com os artifícios publicitários normalmente usados nos cartazes de filmes (foto de atores, uma frase de efeito para chamar a atenção). A crua informação do nome do filme, do diretor e do país onde foi produzido.

O mais?

Fica a cargo da imaginação artística do cartazista.

Artistas que fizeram, principalmente em fins dos anos 60 início dos 70, da divulgação dos filmes uma arte. Uma linguagem visual concisa e muito imaginativa. Usando pouquíssimos recursos. A pobreza de recursos gráficos não redundava em pobreza visual ou imaginativa. Pelo contrário. Mostra que é da dificuldade que muitas vezes surge a melhor criatividade.


Ja fui ver a exposição. Considero uma grande pedida para quem puder passar pelas redondezas da praça Santos Andrade em Curitiba. Entrada franca. O Espaço Cultural da Caixa fica na Rua Conselheiro Laurindo, entre a praça e a Rua Marechal Deodoro.

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