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quinta-feira, 30 de julho de 2009

O recorde mundial de Cesar Cielo

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Depois de ser o primeiro brasileiro a conquistar um ouro olímpico na natação, Cesar Cielo foi também o segundo nadador brasileiro a estabelecer um recorde mundial. Cesar Cielo nadou os 100m livre em 46.91 segundos.

O outro brasileiro a estabelecer um recorde mundial foi Ricardo Prado, para a prova dos 400m Medley no mundial de Guaiaquil (Equador) em 1982. Pradinho nadou a prova em 4:19.78. O recorde durou até 1984. Ricardo Prado nunca obteve medalha de ouro em olimpíadas.

Vejo o vídeo da prova de Cielo:



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domingo, 26 de julho de 2009

Uma resposta (bem-educada) ao Demétrio Magnoli

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Interrompo o silêncio sepulcral que acomete este blog para reproduzir aqui um trecho da resposta do prof. Kabenguele Munanga a Demétrio Magnoli.

Tive aulas de Antropologia Física com um dos melhores biólogos e geneticistas franceses, Jean Hiernaux. Uma das primeiras coisas que ele me ensinou era que a raça não existe biologicamente. Através de suas aulas, li François Jacob, Nobel de Fisiologia (1965) e um dos primeiros franceses a decretar que a raça pura não existe biologicamente; e J.Ruffie, Albert Jacquard e tantos outros geneticistas antirracistas dessa época. Portanto, sei muito bem, e bem antes de Demétrio que o racismo não pode ter mais sustentação científica com base na noção das raças superiores e inferiores, que não existem biologicamente. Sei muito bem que o conteúdo da raça enquanto construção é social e político. Ou seja, a realidade da raça é social e política porque tivemos na história da humanidade povos e milhões de seres humanos que foram mortos e dominados com justificativa nas pretensas diferenças biológicas. Temos em nosso cotidiano, pessoas discriminadas em diversos setores da vida nacional porque apresentam cor da pele diferente. Nosso sistema educativo é eurocêntrico e nossos livros didáticos são repletos de preconceitos por causa das diferenças. Não sou um novato que ingressou ontem na universidade brasileira. No Brasil, fui introduzido ao pensamento racial nacional por grandes mestres, como João Baptista Borges Pereira, que foi meu orientador no doutoramento, Florestan Fernandes, Octavio Ianni, Oracy Nogueira, entre outros. Não sei onde estava Demétrio nessa época e em que ano ele descobriu que a raça não existe. Acho um exagero querer me dar lição de moral sobre coisas que eu conheço muito antes dele.

Quem fez o serviço público de divulgar a resposta, mais uma vez, foi o Idelber Avelar - recomendo fortemente a leitura do texto completo.


Leia também, aqui no blog:

Sobre as cotas raciais

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terça-feira, 7 de julho de 2009

Sobre as férias das crianças

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As férias das crianças são, às vezes, momentos de crise para os pais. Como arranjar atividades para ocupar os pimpolhos no período, principalmente quando os pais não podem tirar férias?

As coordenadoras do colégio dos meus filhos escreveram um texto para os pais, justamente a partir destes dilemas. Reproduzo alguns trechos muito interessantes:

As perguntas que fazemos sobre o como ocupar esse tempo, estão arraigadas a uma culura de produção, que tem como focos a quantidades e a velocidade recorde com que tudo acontece. O tempo onde não se "produz" preocupa, incomoda, pois, como adultos, sofremos o reflexo de uma sociedade consumista na qual "tempo é dinheiro"! Mesmo criticando este contexto, muitas vezes olhamos para nossos filhos e sugerimos que aproveitem o mês de férias para colocar tudo em dia, como fazemos com o nosso tempo livre, nos preparando para outros tempos e não vivendo o tempo que nos é presenteado. Preparar-se? Antecipar? Colocar em dia?

(...) O mundo precisa de pessoas que dêem férias para tudo que funciona com o piloto automático, dando espaço para as manidestações criativas. Pessoas com habilidade de investigação, que busquem a construção de novos significados, onde o investimento do tempo esteja a serviço de um pensamento crítico, criativo e cuidadoso. Crítico no conhecimento, criativo na atuação e cuidadoso com a humanidade.

(...)

À nós, adultos, cabe lembrar que estas habilidades são desenvolvidas, também, por meio da literatura, da música, do teatro, do cinema, de encontros sem cronômetro, de olhares suspensos, de orelhas que não se cansam de escutar, do bolo saboreado, do almoço mais demorado, do computador desligado, da televisão assistida a dois, de um jornal de família apresentado, de um mundo de injustiças também conversado.

Interrogar, opinar, pensar em contrapontos, criar novas possibilidades de relações com as pessoas e com o mundo, coloca em férias permanentes a passividade, a repetição e o desencontro e convoca para ação sujeitos ativos, marcados pelos valores do encontro, da solidariedade, do compromisso ético!

Antoniella Cavassin e Danielle Barriquello

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domingo, 5 de julho de 2009

Novo Brasão para São Paulo

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Temperança

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A temperança é essa moderação pela qual permanecemos senhores dos nossos prazeres, em vez de seus escravos. É o desfrutar livre, e que, por isso, desfruta melhor ainda, pois desfruta também sua própria liberdade. Que prazer é fumar, quando podemos prescindir de fumar! Beber, quando não somos prisioneiros do álcool! Fazer amor, quando não somos prisioneiros do desejo! Prazeres mais puros, porque mais livres. Mais alegres, porque mais bem controlados. Mais serenos, porque menos dependentes. É fácil? Claro que não. É possível? Nem sempre, sei do que estou falando, nem para qualquer um. É nisso que a temperança é uma virtude.

COMTE-SPONVILLE, André. Pequeno tratado das grandes virtudes. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 46.

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