segunda-feira, 25 de maio de 2009

Simone Cit - Pedro e o choro

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Faz uns dias que aconteceu o lançamento aqui em Curitiba.


A idéia da profª Simone Cit partiu da obra de Prokofiev - Pedro e o lobo. Uma fábula musical, na qual cada personagem da história corresponde ao som de um instrumento da orquestra. O menino Pedro parte à caça do lobo que aterroriza a aldeia, seguido e ajudado por alguns dos animais da fazenda. A obra musical com orquestra e narrador vem sendo usada como importante ferramenta pedagógica para colocar as crianças em contato com o mundo dos sons da orquestra.

Simone Cit fez uma paródia, onde o lobo foi substituído pelo Animal. O jovem Pedro, ao invés de habitante das estepes eurasiáticas, agora é um jovem suburbano do Brasil. O Animal da história é uma referência ao apelido de Alexandre Gonçalves Pinto, autor de Reminescências de chorões antigos, livro publicado no início do século XX, e que até agora continua uma das principais fontes para conhecer o mundo do choro da virada dos séculos XIX e XX.

Tendo a idéia da paródia, o passo seguinte foi a pesquisa de repertório. Encontrar obras clássicas do repertório do choro que fizessem referência a animais. Definido o repertório, Simone Cit construiu uma nova história, em que Pedro escuta sobre o Animal, imagina um monstro terrível, segue em sua busca sempre ajudado por um grupo crescente de bichos que se agregam ao grupo, e termina por descobrir que Animal era apenas o apelido do carteiro, também músico de choro.

Cada animalzinho da história toca um instrumento musical. E corresponde a uma das obras do repertório selecionado. A história é ilustrada por Freekje Veld. A narração e as vozes cantadas infantis são gravadas por crianças de Curitiba. Os choros são reconstituídos pelos fabulosos arranjos de Roberto Gnattali, produzindo e dirigindo o trabalho de músicos que dispensam apresentação, entre eles: Andrea Ernst Dias (flautim), Naomi Kunamoto (flauta), Luis Carlos Justi (oboé), Aloysio Fagerlande (fagote), Oscar Bolão (percussão), Maria Teresa Madeira (piano), Jayme Vignoli (cavaquinho).

A edição é da autora, com patrocínio da Petrobras. A obra se destina ao trabalho dos professores da rede regular de ensino, parte de um projeto maior que a autora vem desenvolvendo, destinado a produzir material didático para apoiar o uso da música popular brasileira como ferramenta educacional. Neste sentido, foi também o outro projeto semelhante da autora: Histórias da música popular brasileira para crianças. Ambos os livros são ilustrados e acompanhados de CD com as gravações.

O lançamento em Curitiba foi no Beto Batata.


Estiveram presentes alguns dos que participaram nas gravações:



O repertório que compõe Pedro e o choro é:

Amigo Pedro (Radamés Gnattali)
Gatinhos no piano (Radamés Gnattali)
Tico-tico no fubá (Zequinha de Abreu)
Marreco quer água (Pixinguinha)
Relógio da vovó (Garoto)
A ronda do Animal (Roberto Gnattali)
Pé-ante-pé (Radamés Gnattali)
Urubu malandro (anônimo)
O vôo da mosca (Jacob do Bandolim)
Camundongo (Waldir Azevedo)
Aí morcego! (Irineu de Almeida)
Pula sapo (Pixinguinha)
Menina da bicicleta (Simone Cit)
Jorrando sem parar (Hermeto Pascoal)
Marcha dos caçadores (João de Barro "Braguinha")

De certa forma, a história parodia também outras histórias musicais infantis, como Os músicos de Brehmen, e a história da festa no céu, na qual o sapo entra escondido dentro do violão.

Algumas das músicas listadas acima foram compostas ou readaptadas especialmente para este projeto, caso das composições de Roberto Gnattali, da própria Simone Cit, e de Hermeto Pascoal que atendeu à encomenda especial da autora.


As fotos do dia do lançamento foram tiradas pela Maris, a quem agradeço.

O contato da autora, para encomenda de livros é materiadesom@yahoo.com.br

O material já esta sendo trabalhado em um projeto da FAP (onde Simone é professora) no Universidade sem Fronteiras, capacitando professores da rede pública de ensino para o uso do material.

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sábado, 9 de maio de 2009

Tudo sobre o Brasileirão 2009, palpites e uma enquete

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Daqui a pouco começa o Brasileirão 2009, que tem tudo para ser o melhor dos tempos recentes.

Acho que o melhor guia disponível é esse especial do Lance! que está nas bancas.

Reportagens sobre a história do campeonato brasileiro desde 1971, escritas por Roberto Assaf, autor de um livro que parece muito interessante sobre o assunto. Somente uma equipe dedicada conseguiria compilar tantos dados com tanta precisão de detalhes.

Por exemplo:

1) O São Paulo é o time com mais pontos ganhos. 1719 pontos em 982 jogos, com aproveitamento de 58,3% (p. 18). Este levantamento é feito com base na pontuação atual, de 3 pontos por vitória (durante muito tempo a vitória no brasileirao valia 2 pontos).

2) A defesa menos vazada ente os clubes com mais de 300 jogos disputados é a do Internacional, que tomou 994 gols em 985 jogos - média de 1,009 gols sofridos por jogo.

3) O ataque mais eficiente é o do São Paulo, com 1537 gols em 982 jogos, média de 1,56 gols marcados por jogo.

4) O maior artilheiro da competição é Roberto Dinamite, com 190 gols. Pela wikipedia descubro que ele jogou em 19 campeonatos (1971-1989).

Além disso, há um levantamento das maiores surpresas de cada campeonato, e um comentário das polêmicas de cada decisão.

Além desse minucioso trabalho histórico o guia tem uma reportagem sobre cada clube participante. Percebo que foi mais difícil levantar informações sobre a situação atual dos clubes do que sobre a história do torneio. Sinal de que os clubes talvez ainda não dêem o devido respeito à imprensa e aos seus torcedores - o que não é nenhuma surpresa no Brasil.

--X--

Ano passado eu tentei fazer minha cobertura independente do Brasileirão. Obviamente, não me dedico só a isso. Portanto a cobertura aqui neste blog fica limitada a comentar os poucos jogos que assisto, de preferência aqueles do Coritiba F.C. que assisto no glorioso Couto Pereira. Além disso, dedico-me a dar palpites furados e inevitavelmente errados, como você pode ver aqui.

Então, para não perder o costume, vou exercitar minha capacidade futurológica para o torneio deste ano.

São três candidatos ao título.

O primeiro é o São Paulo. O atual tri-campeão não desmanchou o time e mantém o mesmo técnico. Uma máquina que vem funcionando bem e que será a referência para todos os outros clubes que querem conseguir alguma coisa mais significativa. O que pode atrapalhar um pouco é o interesse do time em voltar a ganhar a Libertadores da América. Quanto mais longe for no torneio continental, mais se atrapalha no Brasileirão.

O segundo é o Internacional. Como no ano passado, começa a temporada com o time mais forte do país. A grande ameaça é a janela de transferências européia. Ano passado o clube desmontou sua equipe no meio do ano. Mesmo tendo conseguido substitutos à altura, perder Rafael Sobis, Fernandão, Yarlei, Alexandre Pato, Tinga causaria estragos em qualquer equipe. Os novos valores estão bem entrosados, e o desempenho colorado no campeonato gaúcho e na Copa do Brasil está mostrando sua força.

O tri-campeonato do São Paulo está servindo para demonstrar a importância da continuidade, do planejamento. Manter um treinador por várias temporadas, manter a mesma base do elenco, revelar novos valores, reforçar o elenco com contratações acertadas, fazer um bom trabalho na parte financeira e de marketing. Ou seja, no sistema de pontos corridos não dá mais para ganhar o campeonato em cima da hora. Ou joga bem o ano todo ou está fora. Um provável título do Internacional serviria para colocar outra questão em público: a relação entre o clube e o torcedor. Uma administração transparente e uma torcida organizada (no bom sentido da palavra) e muito participativa (quase 100 mil sócios) são pontos importantíssimos para fazer avançar o futebol no Brasil. E são qualidades que o São Paulo não tem. Nesse sentido, seria muito útil ao país um tri-campeonato do Internacional.

O terceiro candidato ao título é o Cruzeiro. O primeiro campeão brasileiro dos pontos corridos, o Cruzeiro vem mantendo uma base sólida desde 2003. Com a vantagem de ter se livrado da praga luxemburguense. O desempenho no campeonato mineiro e na Libertadores mostram a força do time para esse ano.

Não tenho nenhum medo de dizer categoricamente que os três ganharão as vagas da Libertadores 2010. Só não me arrisco a dizer qual dos três será o campeão. O desempenho dos três na fase dos pontos corridos mostra que são os melhores clubes do Brasil na atualidade:


2003 2004 2005 2006 2007 2008
São Paulo 11°
Cruzeiro 13° 10°
Internacional 11°

Além disso, o São Paulo foi campeão continental e mundial em 2005 e vice continental em 2006, quando o Inter ganhou os dois títulos internacionais.


Quem tem chances de disputar a 4ª vaga na Libetadores 2010?

O Grêmio, vice-campeão do ano passado, tem um complicador. Tem fortes chances de ganhar a Libertadores esse ano, e não tem fôlego para ser competitivo nos dois torneios. Acho que não fica entre os quatro melhores deste ano.

O Ronaldo, digo Corinthians, pode ser um candidato forte. Aliás, Ronaldo "está virando o que todos desejavam e muitos - como eu - não acreditavam: um Romário tamanho 2,5 litros, um novo gênio do minimalismo futebolístico." É o que diz o Marcelo Damato no texto Ronaldo, o enganador.

Quem mais se habilita? O Luxemburgo está com a validade vencida, não consegue nem ganhar o paulista mais. O Palmeiras este ano vai ficar limitado por este fator.

Os clubes cariocas são a bagunça de sempre. Podem ser como podem não ser. Flamengo, Fluminense e Botafogo tem bom elenco e bons treinadores. Mas até quando? O Flamengo, por exemplo, não paga salários desde janeiro. O Marcelinho Paraíba já veio para o Coritiba por conta disso. O Vasco é o único que está seguro como favorito para vencer a Série B.

Se perder para o Palmeiras na Libertadores e puder se concentrar no Brasileirão, o Sport pode ser uma zebra a correr por fora. Já demonstrou que tem qualidade. Times medianos que podem surpreender de alguma forma são também o Coritiba (quiçá eu esteja errado, e o Renê Simões consiga sair campeão com essa massa amorfa que tem em mãos), o Atlético MG, o Vitória, o Santos e o Atlético PR. Ou não. Se depender da minha torcida o rubro-negro paranaense não escapa de cair este ano.

Os favoritos para jogar a Série B em 2010 são: Avaí, Barueri, Náutico, Santo André e Vitória. Mas gente com capacidade de fazer trapalhada e assumir o posto de algum desses aqui existe de sobra em todos os clubes, menos nos 3 favoritos.

--X--

Como não me furtei a fazer meus palpites, convido o leitor a fazer o mesmo.

Para isso o blog está abrindo sua já tradicional enquete do Brasileirão. Veja como foi a do ano passado, proposta aqui (já em meados do campeonato) e analisada aqui.

Desta vez vou incluir todos os clubes, já que o campeonato ainda nem começou e, pelo menos em tese, todos podem ser campeões.

Só gostaria de lembrar que não é torcida, é palpite "científico". Começo dando o exemplo: o primeiro voto é o meu, e não vai para o meu time (Coritiba), mas para o Internacional.

--X--

Tem mais.

A Série D vai ser uma anomalia daquelas que só a CBF é capaz de fazer.

Série B não é campeonato, é classificatório. Mesmo assim vou arriscar os classificados: Vasco, Bahia, Paraná e Atlético GO.

A cobertura aqui vai ser meio precária. A melhor de todas, não tenha dúvidas, vai ser mais uma vez a que fará o Impedimento.

Leia também o ranking do futebol brasileiro que estou fazendo de forma independente aqui no blog:

Um ranking do futebol brasileiro (I) - Taça Brasil1958-1969

Um ranking do futebol brasileiro (II) - Campeonato Brasileiro 1971-1979

Um ranking do futebol brasileiro (III) - Campeonato Brasileiro 1980-1989

e em breve:

Um ranking do futebol brasileiro (IV) - Campeonato Brasileiro 1990-2002

Um ranking do futebol brasileiro (V) - Campeonato Brasileiro 2003-2008

e mais Copa do Brasil, Roberto Gomes Pedrosa, Estaduais, Libertadores, Mundial, etc, etc, etc. No fim do ano poderei dizer com certeza quem é o maior time brasileiro de todos os tempos.

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Quando Schoenberg inventou o dodecafonismo

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Arnold Schoenberg (1874-1951) é um dos mais proeminentes compositores no panteão da música ocidental. Fortemente ligado à tradição germânica moderna, simbolizada pelos três "B": Bach - Beethoven - Brahms. Foi quem assumiu a responsabilidade pela liderança intelectual da questão mais premente para a filosofia da composição musical no início do século XX: como continuar compondo música segundo a tradição ocidental agora que o seu principal eixo estrutural, o sistema tonal, tinha-se dissolvido.

Durante os primeiros anos do século XX Schoenberg compôs obras que hoje classificamos como "atonalismo livre". Este conceito tenta dar sentido a uma prática que abandonou as hierarquias tonais. Não mais uma família de 7 notas centradas na polarização entre tônica e dominante. Agora o total cromático de 12 notas passava a ser usado como se todas tivessem a mesma importância.

Com as obras que compôs neste período inicial do século XX, Schoenberg transformou-se no principal nome da nova geração. Mesmo atonais, tornaram-se verdadeiros clássicos, e continuam até hoje obrigatórios no repertório de concerto:

Verklärte Nacht (Noite transfigurada) - sexteto para cordas - Op. 4 - 1899
Pelleas und Melisande - Poema sinfônico - Op. 5 - 1903
Sinfonia de Câmera - Op. 9 - 1906
15 poemas do Livro dos Jardins Suspensos de Stefan George - Op. 15 - 1909
5 Peças orquestrais - Op. 16 - 1909
Erwartung (A espera) - monodrama em um ato para soprano e orquestra - Op. 17 - 1909
Die Gluckliche Hand (A mão "sortuda") - drama em música para vozes e orquestra - Op . 18 - 1910
6 Pequenas peças para piano - Op. 19 - 1911
Hertzgewächse - para soprano - Op. 20 - 1911
Gurrelieder - conjunto de canções sinfônicas compostas entre 1901-1911
Pierrot Lunaire - cantata cênica para voz e conjunto de câmera - Op. 21 - 1912

Especialmente o período entre 1909 e 1912 foi de uma grande concentração de obras-primas, uma fantástica explosão criativa. O Pierrot Lunaire pode ser considerado como uma das obras mais influentes para a música do século XX. Em contraste com as obras anteriores, em geral para grandes conjuntos instrumentais, o Pierrot Lunaire precisava apenas de um punhado de músicos e um cantor-recitante. Para esta obra Schoenberg trouxe toda sua experiência com os cabarés literários de Berlim. Isso proporcionou que a obra fosse executada em turnê por todas as principais cidades européias, com uma exclente receptividade de um público propenso às experiências de vanguarda.

Esta obra marcou também o esgotamento criativo de Schoenberg, que teve sua vida musical interrompida pela Guerra de 1914-1919. Entre 1912 e 1920 Schoenberg não conseguia concluir nenhuma composição. Tinha chegado ao fim sua verve para criar sem um sistema teórico consistente. A liberdade criativa do atonalismo tinha chegado a um beco: a ausência de sistema era para Schoenberg um severo limitador criativo.

Devido a isso, quase como uma conseqüência lógica de toda tradição tonal da qual se sentia continuador, Schoenberg sistematizou em 1921 a técnica dodecafônica.

Ao publicar a Suíte para piano Op.25, Schoenberg estava lançando a teoria composicional mais polêmica do século - talvez de todos os séculos. Doravante passaria a compor pelo seguinte processo:

1) cria uma série de 12 notas, usando todas as 12 notas do total cromático. A série não repete nenhuma nota. Não há distinção de enarmonia ou de tessitura. Evitam-se os intervalos capazes de sugerir relações tonais ou acordes diatônicos.

2) a partir da série original, cria uma série invertida (repetindo os mesmos intervalos na direção oposta), uma série retrogradada (de trás para frente) e outra retrogradada da inversão (a invertida de trás para frente). Transpõe as quatro formas da série para todas as 12 alturas existentes, obtendo um total de 48 formas possíveis. Elas podem ser colocada numa tabela chamada de matriz serial.

3) a partir das formas da série disponíveis, faz a composição musical.

O processo (1) é de fundamental importância, no sentido em que a série funciona como os antigos temas musicais, e será a base de um processo de desenvolvimeno temático. Todas as relações harmônicas da composição irão derivar da série, uma vez que as simultaneidades sonoras serão todas derivadas da superposição de diferentes formas da série num trabalho de contraponto.

O processo (2) é totalmente mecânico, e hoje é feito por computador

O processo (3) é totalmente criativo. A observação de várias obras de Schoenberg e de outros compositores torna ridículas as acusações de que o dodecafonismo impede a criatividade do compositor por ser "muito matemático".

Eis a série do Op. 25 (clique para ampliar):



Aqui, no Aula Contemporánea, tem a matriz serial. E links que não funcionam para a gravação e a paritura da obra.

Um software para calcular on-line uma matriz serial está aqui
. (Também uma dica do Aula Contemporánea)

A seguir, vídeos da Suíte Op. 25 no youtube, executadas por um dos maiores especialistas em música de vanguarda - Glenn Gould.











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Veja também:

Dodecafonismo em Schoenberg, Webern, Berg e Guerra Peixe

Stravinski - Sagração da Primavera

A carta aberta de Camargo Guarnieri


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sexta-feira, 1 de maio de 2009

O filme de minha vida

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Estou participando de mais uma iniciativa da Vanessa. Clicar no banner acima te envia para o post dela e a lista dos blogs participantes.

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Escolher o filme da minha vida é tão impossível quanto escolher o livro da minha vida.

Mas desta vez não vou me furtar à tarefa.

Para facilitar um pouco vou pensar junto com o leitor.

Antes de escolher o filme, vou escolher o diretor:

























































Se você não conseguiu ligar as imagens aos nomes das feras, clique nas fotos e vá para verbetes deles na wikipedia. São alguns dos mais importantes cineastas vivos, que escolhi indicar aqui pela quantidade de filmes significativos para mim que cada um fez.

Mas tenho que escolher um.

"Minha mãe mandou eu escolher este..."

Win Wenders.

O diretor de:
Asas do desejo
Paris, Texas
Sob o céu de Lisboa
Buena Vista Social Club

O quê? Você ainda não viu nenhum desses filmes? O que está esperando? Corra a uma locadora decente (não sei se você vai encontrar esses filmes em qualquer esquina).


Mas tenho que escolher um.


Escolho o que é talvez o mais belo filme jamais feito sobre relações familiares. Problemáticas como costumam ser. Um filme poético como precisa ser. Cuidado que você vai chorar...




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