quarta-feira, 4 de março de 2009

Um ranking do futebol brasileiro (I) - Taça Brasil 59-68

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Eu cá deste blog estou a organizar, por iniciativa própria extra-oficial e totalmente desautorizada, um ranking histórico do futebol brasileiro.

Começo com este primeiro post onde faço um ranking da Taça Brasil, com base nos dados disponíveis na wikipedia.

Começo o ranking por este torneio, por que não posso considerar brasileiro um torneio Rio-São Paulo, entre muitos motivos porque o Brasil não é só Rio-São Paulo. Nem o Roberto Gomes Pedrosa porque este, além de curta duração, restringia a participação a um Rio-São Paulo mais Minas-Rio Grande do Sul. Como não sou de nenhum destes estados, não posso concordar com esta palhaçada.

A Taça Brasil era disputada em forma de mata-mata, com os clubes do Rio-São Paulo levando a vantagem de entrarem já na semi-final. Desonesto, mas pelo menos existia uma remota possibilidade de um time de outro estado furar a panelinha.

Assim, estabeleço como critério de pontuação para o ranking:
campeão: 5 pontos
vice: 2 pontos
3º e 4º lugares: 1 ponto

Se você discordar ou não gostar da pontuação comente aí embaixo. Vou usar estes pontos aqui para fazer um ranking mais amplo depois, incluindo o Campeonato Brasileiro a partir de 1971.


campeão vice
1959 Bahia Santos Grêmio Vasco
1960 Palmeiras Fortaleza Santa Cruz Fluminense
1961 Santos Bahia América – RJ Náutico
1962 Santos Botafogo Sport Internacional
1963 Santos Bahia Grêmio Botafogo
1964 Santos Flamengo Ceará Palmeiras
1965 Santos Vasco Náutico Palmeiras
1966 Cruzeiro Santos Náutico Fluminense
1967 Palmeiras Náutico Grêmio Cruzeiro
1968 Botafogo Fortaleza Cruzeiro Náutico


Ranking
clube pontos

Santos 29

Palmeiras 12

Bahia 9

Botafogo 8

Cruzeiro 7

Náutico 6

Fortaleza 4

Grêmio 3

Vasco 3
10º
Fluminense 2
11º
Flamengo 2
12º
Ceará 1
13º
Internacional 1
14º
Santa Cruz 1
15º
América – RJ 1
16º
Sport 1


Só por curiosidade, se quiser fazer um ranking por estados, da pra perceber o seguinte:

SP - 41 pontos
RJ - 16
BA - 9
PE - 8
MG - 7
CE - 5
RS - 4

Em posts futuros, vou incluir outros torneios e chegar ao ranking defitivo, que eliminará todas as possíveis dúvidas sobre quem é quem na história do futebol brasileiro.

Quem viver verá...

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5 comentários:

Diego Viana disse...

Pô, mas assim não dá, esse Santos era covardia!!!

André Egg disse...

É,

o Santos de Pelé era uma máquina. Também foi bi-campeão mundial. Era um arraso.

Pena que não pude ver aquele time jogar...

Rodrigo Cardia disse...

Interessantíssimo o ranking! Aguardo a seqüência!
Sobre o Roberto Gomes Pedrosa (que era o nome oficial do Rio-São Paulo), que a partir de 1967 foi ampliado para outros Estados.
Diz-se que esse torneio foi o precursor do Brasileirão porque os times davam mais valor a participação nele do que na Taça Brasil. Pois na Taça Brasil todos os Estados estavam representados, enquanto no "Robertão" o critério para participação era o convite - o que simbolizava o reconhecimento por parte do eixo Rio-São Paulo. Ou seja: mesmo que não valesse vaga na Libertadores (como a Taça Brasil), o "Robertão" dava mais prestígio.
Esse ano faço meu trabalho de conclusão, e pretendo estudar a relação futebol-identidade regional no RS nessa época, quando chegou a acontecer uma união entre as torcidas de Grêmio e Inter no "Robertão" de 1967.

Abraços

André Egg disse...

União de gremistas e colorados? Essa história vou querer ouvir melhor...

Rodrigo Cardia disse...

Já comecei a fazer meu projeto, no segundo semestre escrevo e defendo a monografia.
Mas em 2007 já fiz uma pesquisa similar, embora mais limitada: tratei apenas do "Robertão" de 1967, e usei apenas um jornal, a "Folha da Tarde Esportiva" (que circulava apenas nas segundas-feiras, quando não havia edição normal da "Folha da Tarde"). Desta vez pretendo pegar o período de 1966 (fracasso do Brasil na Copa da Inglaterra, quando começa a se discutir uma ampliação do Rio-São Paulo) a 1969 (quando o Inter inaugura o Beira-Rio, e não precisa mais jogar no Olímpico pelo "Robertão"). Pois em 1967 e 1968 as rendas do mandante dos jogos no Olímpico eram divididas irmanamanente entre Grêmio e Inter.
Segundo relatos, a união das torcidas aconteceu apenas no "Robertão" de 1967: no Gauchão, a rivalidade voltou ao normal. Só que não consultei os jornais de 1968 (até por falta de tempo, comecei a fazer a pesquisa meio em cima da hora) para saber se houve uma reedição da "Torcida Gre-Nal" ou se a rivalidade manteve-se mesmo no "Robertão", visto que o futebol gaúcho havia "se afirmado" com a boa campanha de Grêmio e Inter em 1967 (os dois chegaram à fase final, junto com Corinthians e Palmeiras).
Essa idéia de "afirmação" foi uma boa estratégia, pois quem tivesse boa memória lembraria que o Brasil fora representado no Campeonato Pan-Americano de 1956 por uma "seleção gaúcha".